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vive em mim

já não sou eu que vivo

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já não sou eu que vivo

Processos emocionais adaptativos

“Quando Jesus morreu na cruz, os discípulos experimentaram um sentimento profundo de perda e fracasso. Pensavam que tudo tinha acabado e uniram-se uns aos outros, temendo serem tratados da mesma forma que Jesus fora tratado.” (Nouwen, 2007: 34) O desânimo dos seguidores de Jesus, o medo, o terror, o sentimento de abandono, o sentido de perda, a desorientação: eis a imagem perfeita da frustração humana e das suas consequências emocionais. Mas a história nunca fica por aí, assim saibamos ler os sinais de futuro que tudo o que “morre”, tudo o que finda, contêm.

É, também, relativamente a isto que se refere Carlos Amaral Dias quando fala dos “processos adaptativos de reorganização emocional”. A reorganização emocional é um imperativo de vida, uma exigência de gestão. É um processo de re-adaptação que tem o seu tempo, leva o seu tempo. A sabedoria, a arte, consiste em saber “ler” os acontecimentos (Lucas 12, 54-56) para acertar o passo com o Tempo, a História e a Natureza.

Único

“O caminho do esvaziamento é o caminho de Deus, e não o nosso.” (Nouwen, 2007: 34) O sussurro desta frase atravessa-me o espírito como se fora uma trave mestra. Enquanto lido com a minha recorrente tristeza (ou será, mais simplesmente, nostalgia?) penso na sorte que tenho de poder dispor deste recurso que é o “conhecimento” do Ressuscitado, o relacionamento com Ele! Penso na sorte que tenho em poder conhecer a solidão não como uma fatalidade mas como uma bênção. A bênção de ser único, de poder desfrutar do silêncio, do estar comigo mesmo estando acompanhado pelo sentido de um Outra Presença, no meu íntimo…

Sim, sou um estranho. Desde logo para mim próprio. Mas é bom sentir que há um sentido para este estado de abandono aparente.

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