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vive em mim

já não sou eu que vivo

vive em mim

já não sou eu que vivo

Numa relação com

Todo relacionamento comporta atrito (não há vida sem atrito). É uma questão epidérmica. Se o perfume de alguém nos atrai, ou um olhar, um sorriso; se a curiosidade nos chama, é porque não nos sentimos completos mas limitados. Acreditamos que um bom relacionamento nos alarga os horizontes, nos enriquece, nos proporciona condições para ir "mais longe". E porque nem sempre as nossas motivações são generosas, facilmente nos envolvemos em relacionamentos "de interesse"; falsos (ainda que bem reais) relacionamentos!

Que dizer, então, do relacionamento, fundador, com o Criador? Será desprovido de atritos? Deveria sê-lo mas, na condição limitada do nosso corpo, é possível que nem esse relacionamento escape à contingência do atrito.

Todo o relacionamento comporta Tempo, investimento de tempo. Pode ser um dos aspetos que mais nos responsabiliza: a gestão do tempo nos relacionamentos. Do relacionamento Fundador aos relacionamentos de propósitos estritamente sociais, passando pela família...

Da noite

O fim do dia pode ser como uma metáfora do fim da vida: "agora e na hora da nossa morte". Não desprezo uma idéia assim. Porque haveria de ignorá-lá, afastá-lá do meu pensamento? Pelo contrário. Eis que a noite chega e com ela o balanço do dia. Jesus está a meu lado, carinhosamente interessado nas minhas conclusões. E eu, sinto uma gratidão enorme pela paz e tranquilidade que me fez desfrutar neste dia!

Conflitualidade

Conflito. É inerente à Vida. Vejo, muitas vezes, esta última, como a luz resultante da entrada de um meteorito na atmosfera. Viajando no espaço, são sem propósito mas, assim que acidentalmente entram na atmosfera, manifestam-se em Luz, consumindo-se a si mesmos.

Conflito. Parece inerente a qualquer relacionamento. Conosco mesmos, com os que amamos, aqueles com quem trabalhamos... Haverá até, em alguma medida, conflito com o Divino já que de um relacionamento se trata. Então, cuidemos da relação com paciência e tolerância. Aceitemos a confltualidade como coisa natural, manifestação de Vida, de Luz...

Narrativa

Eu, que oro diariamente pela adoção de um estado de pobreza, que me liberte para o Espírito, não haveria de surpreender-me com as limitações da minha vida. Percebi que sou senhor da minha narrativa. Sou eu que, incessantemente a re-escrevo. Mas sei, também, que não o faço só. Que o Senhor, a meu lado, se debruça sobre a folha de papel e inspira, profunda e completamente, a minha narrativa, a narrativa da minha vida. Neste sentido, só pode terminar "bem". Sou eu que o escrevo...

Do(s) filho(s) pródigo(s)

Nenhum dos filhos, mais velho e mais novo, tem um sentido de gratidão. O mais novo sai, como insatisfeito, mas acaba por reconhecer, tarde embora, o que perdeu com a troca; o mais velho estava aparentemente satisfeito pois não pensou em sair da casa do pai, mas o seu descontentamento veio a manifestar-se com o regresso do irmão. Esta estória também mostra como é difícil percecionarmos o que está bem na nossa vida e agradecer por isso a cada dia. Podemos precipitarmo-nos e deixar o que temos de bom ou, acomodando-nos, perder o senso do valor do bem de que desfrutamos.

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